segunda-feira, 4 de agosto de 2014



TROVAS DE IALMAR PIO SCHNEIDER -
                           1
         As trovas que aqui deponho
         à apreciação dos leitores,
         são os frutos do meu sonho
         que colhi nos meus amores...
                            2
         Cada dia uma rotina
         que devo sempre seguir,
         entretanto a vida ensina
         que não posso desistir.
                           3
         Se a tristeza me visita
         canto uma trova somente,
         e desta forma a desdita
         foge e me torno contente.
                            4
         Ando à procura de alguém
         que me venha dar carinho,
         como estou não me convém,
         não quero viver sozinho.


EM 2.8.2010


quinta-feira, 24 de julho de 2014


Selfie 
Declamando Petiço Zaino de aprendiz de tropeiro de Ialmar Pio Schneider - poesia já publicada e que foi premiada pela Estância da Poesia Crioula.

sexta-feira, 18 de julho de 2014




SONETO A LUIZ OTÁVIO – In Memoriam – Dia do Trovador – Nascimento do trovador em 18 de julho de 1916 –

Ialmar Pio Schneider

Luiz Otávio foi dos trovadores,
o Príncipe que divulgou a trova
e a revestiu de uma roupagem nova,
para que fosse a das mais belas flores...

Pois em cada ano sempre se renova
e vai angariando admiradores
que curtem os seus mágicos amores,
das ardentes paixões, vívida prova !

Em dezoito de julho é celebrado,
Dia do Trovador, sempre lembrado,
pois nasceu Luiz Otávio, nesse dia.

E todos aos que a trova têm paixão,
podem prestar-lhe em forma de oração,
a homenagem de sua nostalgia...


Porto Alegre – RS, 17 de julho de 2011-07-17
às 18h16min. – Tristeza.


em 18.7.2011





sexta-feira, 11 de julho de 2014

SONETO A GUILHERME DE ALMEIDA - homenagem póstuma


Foto da Internet

Por ocasião da data de falecimento do poeta que foi também Príncipe dos Poetas Brasileiros.
Tudo muda, tudo passa,
neste mundo de ilusão,
vai para o céu a fumaça,
fica na terra o carvão !

Guilherme de Almeida

***

SONETO PARA GUILHERME DE ALMEIDA – homenagem póstuma – falecimento em 11.07.1969

Ialmar Pio Schneider

Dos poetas maiores que conheço,
um deles despertou-me alta emoção,
sua poesia trouxe-me o começo
para amar a saudade e a solidão...

Cantou que neste mundo de ilusão,
têm horas de prazer e de tropeço,
falando da fumaça e do carvão,
nos versos simples que jamais esqueço...

Também foi príncipe dos menestréis,
respeitado por todos seus fiéis
leitores dos poemas preferidos;

ó Guilherme de Almeida, nobre vate,
que aceitando reunir, num arremate,
nos brindou com “Meus Versos mais Queridos”!

Porto Alegre, RS, Tristeza,
em 10/06/2010
às 17h20min.


quarta-feira, 2 de julho de 2014


Tela de Glaucia Scherer



Poesia Premiada - imagem: tela de Glaucia Scherer

PETIÇO ZAINO DE APRENDIZ DE TROPEIRO de IALMAR PIO SCHNEIDER

                                      Pseudônimo: Chiru Serrano
                           
                   Velho petiço que eu tive
                   nos meus tempos de guri,
                   hoje eu me lembro de ti
                   e vou sentindo saudade,
                   esta mágoa sem idade
                   que sempre nos acompanha,
                   pois não se afoga com canha
                   e nem o fogo destrói
                   porque quanto mais nos dói
                   menos sentimos a sanha.

                            E vou recordando agora
                            quando te punha o lombilho
                            e meio saco de milho
                            numa mala de garupa,
                            depois saía num upa
                            rumo ao moinho do rincão
                            donde eu trazia então
                            a farinha pra polenta
                            o que tanto nos sustenta
                            e até dá pra fazer pão.

                   Não esqueço nunca mais
                   daquele petiço manso
                   que nunca teve descanso
                   e foi o meu companheiro,
                   quando aprendiz de tropeiro
                   adquiria experiência
                   de tudo quanto a existência
                   vai tramando com enleios,
                   velho amigo de rodeios
                   na minha xucra querência!

                   E depois vim pra cidade
                   viver no meio do povo,
                   pensando em ti me comovo,
                   pois sinto barbaridade,
                   uma dor que o peito invade
                   e me vai tomando conta,
                   como quem anda de ponta
                   com o destino caborteiro
                   que nos leva no entrevero
                   e tanta vez nos afronta.

                            Eras o orgulho que eu tinha
                            quando em manhãs de domingo
                            no meio de tanto gringo,
                            eu ia assistir à missa.
                            Troteavas sem preguiça
                            no teu maior otimismo
                            me levando ao catecismo
                            onde a gente se prepara
                            pra ter vergonha na cara,
                            não praticar banditismo.

                   Sempre foste meu amigo,
                   onde andasse bem ou mal,
                   até que a sina fatal
                   nos separou de repente.
                   Numa tarde de sol quente,
                   deixando o pago pra trás
                   me despedi de meus pais
                   e vim morar por aqui;
                   depois, nunca mais te vi,
                   nem me viste nunca mais!...


                            

sexta-feira, 6 de junho de 2014


Imagem da Internet 



HOMENAGEM A SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT


IALMAR PIO SCHNEIDER


     No dia 6 de junho é a data de falecimento do fundador da Ordem Marista, Marcelino Champagnat. Devido à minha formação ginasial e parte colegial, ter sido nos colégios dos irmãos maristas – Cristo Rei de Getúlio Vargas e N. Sra. Conceição em Passo Fundo, no longínquo ano de 1959, naquela cidade, em que cursava a 4ª série ginasial, compus os versos a seguir, que intitulei – Homenagem a Champagnat – Champagnat vossa glória de expande/ Neste dia imortal para o mundo/ Pois vós fostes na terra tão grande/ Com espírito nobre e profundo.// O desejo que vos infundia/ Era abrir o brilhante porvir/ De levar para Deus por Maria/ E por ela ao Senhor se servir.// Vós abristes no mundo as escolas/ Para os pobres também estudar/ Para aqueles que pedem esmolas/ Aprender ao Senhor estimar.// Que prazer não sentíeis ao dar/ As instruções para aqueles meninos/ Que viviam neste mundo a chorar/ Seus atrozes e tristes destinos.// Vós fundastes a Ordem Marista/ Vós trouxestes ao Mundo o saber/ Vós deixastes na terra esta pista/ De viver pra cumprir o dever.// Lá do céu onde estais a gozar/ Os meus versos talvez inspirais/ E talvez vós estais a cantar/ Ao Senhor as canções triunfais.// Co’a coroa gloriosa dos santos/ O Senhor que coroe nossa fronte/ E que nasça de todos os prantos/ O saber que os céus nos aponte.// Oh! Maria, protetora dos vivos/ Oh! Maria, mãe de todos os santos/ Recolhei para vós os esquivos/ Que só vivem chorando seus prantos.// Champagnat, vossa mãe é Maria/ Nossa mãe também ela o é/ Nós queremos que todos os dias/ Nos guie pelo caminho da fé.// Champagnat, neste dia tão ditoso/ Desejamos lembrar vossa glória/ Oh! Beato no céu sois glorioso/ E queremos lembrar a memória.// Champagnat, nossos rogos olhai/ Champagnat, enviai-nos saber/ Champagnat, sois também nosso pai/ Ajudai-nos a cumprir o dever.
      Naquela oportunidade declamei estes versos ingênuos que havia feito em tempos de fé juvenil, para os colegas e professores, no salão nobre do Ginásio Cristo Rei em Getúlio Vargas. Retirei no site www.maristas.com.br, o seguinte trecho: “1840: No dia 6 de junho, Marcelino Champagnat morre no Eremitério. Desde 2 de janeiro de 1817, o Fundador tinha 421 Irmãos, professos ou noviços, dos quais 92 o tinham abandonado, 49 tinham morrido na Congregação. Quando morreu o Fundador havia, pois, 280 Irmãos; tinham-se fundado 53 escolas, das quais 5 foram fechadas, ficando 48; 180 Irmãos davam educação cristã a 7.000 alunos aproximadamente.” E mais o seguinte:  “Aprovação Final da Canonização
Aos amigos(as) da Família Marista:
O "L’Osservatore Romano" de 2-3 janeiro de 1999 informou que o Santo
Padre havia convocado, para o dia 9 de janeiro, às 11h30min, o Consistório Ordinário Público para o voto sobre as Causas de Canonização dos Beatos:
Marcelino José Bento Champagnat, sacerdote da Sociedade de Maria, fundador do Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria (Irmãos Maristas);
Nesse mesmo dia foi oficialmente confirmada a data da Canonização: 18 de abril de 1999. O informativo "ÚLTIMAS NOTÍCIAS" transmitiu, diretamente de Roma, a notícia oficial e sublinhou que, "entre os convidados especiais para o Consistório cumpre destacar o irmão Benito Arbués, Superior Geral dos Irmãos Maristas; padre Joaquím Fernándes, Superior Geral dos Padres Maristas (ausente por causa de doença); irmão Gabriel Andreucci, postulador dos Irmãos Maristas, e o irmão José Contreras, membro da Equipe da Canonização. Com esse ato é colocado o ponto final em todos os tramites regulamentares. Resta somente a proclamação da santidade dos três Beatos, na Praça de São Pedro". Para a preparação da Canonização vale a convicção de Marcelino: "Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalham seus construtores".”
     Quero prestar esta modesta homenagem a um dos santos de minha devoção, cuja obra proporcionou a minha aprendizagem. Agradeço-lhe.
    Cronista colaborador
Publicado no Diário de Canoas.

EM 06.06.2009

EM 08.06.2010
em 20.5.2011
em 6.6.2011




terça-feira, 3 de junho de 2014

Na Feira do Livro de Porto Alegre - RS em novembro de 2013 - entre as estátuas dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, com meu livro Poesias Esparsas Reunidas.





A O    L E I T O R
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Ialmar Pio Schneider
                           
                            Quando escrevo me assalta um pensamento
                            indeciso de não saber a quem
                            possa atingir meu louco sentimento
                            e duvidar assim não me faz bem...

                            Espero apenas que o meu sofrimento
                            não vá prejudicar... ferir ninguém...
                            Ponho aqui realidade e fingimento
                            para a escolha daqueles que me leem.

                            Segue junto comigo se te apraz
                            conhecer solidão e fantasia,
                            às vezes desespero, às vezes paz:

                            meus “Sonetos e Cânticos Dispersos”       
                            dizendo que no mundo da poesia
                            cada qual é o poeta dos seus versos...

                            (Do livro “SONETOS E CÂNTICOS DISPERSOS”,
                                      em preparo).

                   CANOAS, 20.4.84 - O TIMONEIRO - PÁG. 17
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em 04.12.09
EM 25.07.2009
em 25.6.2011
em 28.6.2011