terça-feira, 3 de junho de 2014

Na Feira do Livro de Porto Alegre - RS em novembro de 2013 - entre as estátuas dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana, com meu livro Poesias Esparsas Reunidas.





A O    L E I T O R
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Ialmar Pio Schneider
                           
                            Quando escrevo me assalta um pensamento
                            indeciso de não saber a quem
                            possa atingir meu louco sentimento
                            e duvidar assim não me faz bem...

                            Espero apenas que o meu sofrimento
                            não vá prejudicar... ferir ninguém...
                            Ponho aqui realidade e fingimento
                            para a escolha daqueles que me leem.

                            Segue junto comigo se te apraz
                            conhecer solidão e fantasia,
                            às vezes desespero, às vezes paz:

                            meus “Sonetos e Cânticos Dispersos”       
                            dizendo que no mundo da poesia
                            cada qual é o poeta dos seus versos...

                            (Do livro “SONETOS E CÂNTICOS DISPERSOS”,
                                      em preparo).

                   CANOAS, 20.4.84 - O TIMONEIRO - PÁG. 17
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em 04.12.09
EM 25.07.2009
em 25.6.2011
em 28.6.2011




domingo, 25 de maio de 2014


Ialmar Pio caminhando na Tristeza

Do bric-à-brac
                 da Vida       CORREIO DO POVO em 5.3.1981

         nilo tapecoara
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                   P O E M E T O    I

                            Ialmar Pio Schneider

         Eu me faço presente nas horas mais críticas
         e escrevo meus poemas para um público menos ávido
         que pode notar meu embaraço quando quero
         poetizar simples.

         Eu me faço presente nas horas mais amargas
         e registro minhas angústias para que me deixem em paz
         no meu retiro insatisfeito a fim de que me possa
         desvencilhar dos liames traiçoeiros
         deste tormento indizível.

         Eu me faço presente nas horas mais saudosas
         quando ela é ainda uma lembrança que não se apaga
         do meu cérebro repleto de seus carinhos inolvidáveis
         de outrora.

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Jornal de NH
em 10.10.2010

em 10.10.2010
EM 11.01.2009
EM 17.08.2009
em 14.5.2011



sexta-feira, 23 de maio de 2014


Declamando num sarau da Casa do Poeta Rio-Grandense no centro de Porto Alegre - RS, na década de 1980

***

Do Bric-à-Brac da Vida
                                      NILO TAPECOARA
                                                                                   

                                   Soneto de um solitário

                                               Ialmar Pio Schneider

                            Por que a solidão me faz tremer
                            no escuro desta noite, sem ninguém?
                            Oh! quem sabe, eu nasci para sofrer
                            e tu que lês meus cânticos, também !...

                                      Minha mágoa não posso descrever;
                                      é uma vontade de possuir alguém
                                      e ao mesmo tempo a ela pertencer
                                     com toda força que minhalma tem.

                            Eu sei que a madrugada chegará
                            e o galo vai cantar; é o mensageiro
                            a prenunciar o dia que amanhece.

                                      Maior tristeza que a minha não há:
                                      mas se fores feliz, sem desespero,
                                      não guardes estes versos e me esquece.

                                               CORREIO DO POVO - 11.12.1981
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EM 25.10.2010


EM 18.04.2009
EM 13.8.09
em 6.10.2010
Jornal de NH
em 17.10.2010
em 22.5.2011





terça-feira, 20 de maio de 2014

Nascimento de Champagnat em 20.5.1789


 

HOMENAGEM A SÃO MARCELINO CHAMPAGNAT


IALMAR PIO SCHNEIDER


     No dia 6 de junho é a data de falecimento do fundador da Ordem Marista, Marcelino Champagnat. Devido à minha formação ginasial e parte colegial, ter sido nos colégios dos irmãos maristas – Cristo Rei de Getúlio Vargas e N. Sra. Conceição em Passo Fundo, no longínquo ano de 1959, naquela cidade, em que cursava a 4ª série ginasial, compus os versos a seguir, que intitulei – Homenagem a Champagnat – Champagnat vossa glória de expande/ Neste dia imortal para o mundo/ Pois vós fostes na terra tão grande/ Com espírito nobre e profundo.// O desejo que vos infundia/ Era abrir o brilhante porvir/ De levar para Deus por Maria/ E por ela ao Senhor se servir.// Vós abristes no mundo as escolas/ Para os pobres também estudar/ Para aqueles que pedem esmolas/ Aprender ao Senhor estimar.// Que prazer não sentíeis ao dar/ As instruções para aqueles meninos/ Que viviam neste mundo a chorar/ Seus atrozes e tristes destinos.// Vós fundastes a Ordem Marista/ Vós trouxestes ao Mundo o saber/ Vós deixastes na terra esta pista/ De viver pra cumprir o dever.// Lá do céu onde estais a gozar/ Os meus versos talvez inspirais/ E talvez vós estais a cantar/ Ao Senhor as canções triunfais.// Co’a coroa gloriosa dos santos/ O Senhor que coroe nossa fronte/ E que nasça de todos os prantos/ O saber que os céus nos aponte.// Oh! Maria, protetora dos vivos/ Oh! Maria, mãe de todos os santos/ Recolhei para vós os esquivos/ Que só vivem chorando seus prantos.// Champagnat, vossa mãe é Maria/ Nossa mãe também ela o é/ Nós queremos que todos os dias/ Nos guie pelo caminho da fé.// Champagnat, neste dia tão ditoso/ Desejamos lembrar vossa glória/ Oh! Beato no céu sois glorioso/ E queremos lembrar a memória.// Champagnat, nossos rogos olhai/ Champagnat, enviai-nos saber/ Champagnat, sois também nosso pai/ Ajudai-nos a cumprir o dever.
      Naquela oportunidade declamei estes versos ingênuos que havia feito em tempos de fé juvenil, para os colegas e professores, no salão nobre do Ginásio Cristo Rei em Getúlio Vargas. Retirei no site www.maristas.com.br, o seguinte trecho: “1840: No dia 6 de junho, Marcelino Champagnat morre no Eremitério. Desde 2 de janeiro de 1817, o Fundador tinha 421 Irmãos, professos ou noviços, dos quais 92 o tinham abandonado, 49 tinham morrido na Congregação. Quando morreu o Fundador havia, pois, 280 Irmãos; tinham-se fundado 53 escolas, das quais 5 foram fechadas, ficando 48; 180 Irmãos davam educação cristã a 7.000 alunos aproximadamente.” E mais o seguinte:  “Aprovação Final da Canonização
Aos amigos(as) da Família Marista:
O "L’Osservatore Romano" de 2-3 janeiro de 1999 informou que o Santo
Padre havia convocado, para o dia 9 de janeiro, às 11h30min, o Consistório Ordinário Público para o voto sobre as Causas de Canonização dos Beatos:
Marcelino José Bento Champagnat, sacerdote da Sociedade de Maria, fundador do Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria (Irmãos Maristas);
Nesse mesmo dia foi oficialmente confirmada a data da Canonização: 18 de abril de 1999. O informativo "ÚLTIMAS NOTÍCIAS" transmitiu, diretamente de Roma, a notícia oficial e sublinhou que, "entre os convidados especiais para o Consistório cumpre destacar o irmão Benito Arbués, Superior Geral dos Irmãos Maristas; padre Joaquím Fernándes, Superior Geral dos Padres Maristas (ausente por causa de doença); irmão Gabriel Andreucci, postulador dos Irmãos Maristas, e o irmão José Contreras, membro da Equipe da Canonização. Com esse ato é colocado o ponto final em todos os tramites regulamentares. Resta somente a proclamação da santidade dos três Beatos, na Praça de São Pedro". Para a preparação da Canonização vale a convicção de Marcelino: "Se o Senhor não constrói a casa, em vão trabalham seus construtores".”
     Quero prestar esta modesta homenagem a um dos santos de minha devoção, cuja obra proporcionou a minha aprendizagem. Agradeço-lhe.
    Cronista colaborador
Publicado no Diário de Canoas.

EM 06.06.2009

EM 08.06.2010
em 20.5.2011
em 6.6.2011






segunda-feira, 19 de maio de 2014

Nascimento do poeta em 19 de maio - Imagem da Internet 



SONETO A MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO - In Memoriam - Morte em Paris em 26.4.1916 - . -

Dedicou-se a poetar sobremaneira;
deixa Coimbra e busca ser feliz
na França e na fantástica Paris,
tem a poesia como companheira...

Na vida breve, sua lida inteira
foi de poeta um céptico aprendiz;
e tanto persistiu e tanto quis
o ser, até na hora derradeira.

Cultuou o soneto, foi moderno,
e a Fernando Pessoa, seu amigo
e confidente, escreve cartas duras...

Outras vezes, porém, foi homem terno,
e sem explicação levou consigo
à tumba sepulcral, as desventuras...

IALMAR PIO SCHNEIDER


em 26.4.2011
em 19.5.2011




sexta-feira, 16 de maio de 2014

Imagem da Internet 



SONETO A RONALD DE CARVALHO – In Memoriam – Nascimento do poeta
em 16.5.1893

Ialmar Pio Schneider

Foi Ronald de Carvalho esse poeta
que soube traduzir no pensamento,
forma antiga e moderna, nobre esteta
da natureza e do conhecimento...

Deixou-nos versos, prosas e correta
descrição da literatura, o intento
que perseguiu sempre a sua meta
de perfeita harmonia e convencimento...

Merece todos os encômios justos,
para a glória dos magnos autores
que nasceram em nossa pátria amada...

As crônicas e seus cantos augustos
hão de ficar como as lindas flores
da poesia em sua obra consagrada...

POrto Alegre, 15 de fevereiro de 2011

- Ronald de Carvalho faleceu em 15 de fevereiro de 1935, vítima de grave colisão de automóveis, em 19 de janeiro.

Composto em 15.2.2011 – Nova Trento – Tristeza – Porto Alegre – RS
em 15.2.2011
em 16.5.2011





domingo, 11 de maio de 2014

DIA DAS MÃES - 11 de maio de 2014
Tela de Glaucia Scherer - N. Sra. de Schoenestatt - 




                            SONETO PARA A M Ã E

                                               Ialmar Pio Schneider

                   Mãe!... Palavra sublime, amor inexprimível,
                   que a gente pronuncia em ritmo de oração...
                   É tão cálido o afeto e quase que impossível
                   externá-lo, pois vive em nosso coração !

                   Se alguma coisa existe, além do que é infalível,
                   e seja só no mundo e morra em solidão;
                   creia-me, não verá jamais tão acessível,
                   de quem nos deu a vida, aceitar a afeição !...

                   Ela é generosa e sem maldade alguma...
                   Seus filhos são a maior riqueza que possui,
                   seu aconchego tem toda a maciez da pluma...

                   Porém, nunca haverá poeta, cujo verso
                   descreva o amor de mãe, pois tudo se dilui
                   ao saber que ela é a dona do Universo!

         Publicado no jornal “PANORAMA PRADENSE”  de Antônio Prado (RS)
         em maio de 1978 - n. 45
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EM 21.05.2009
Em 08.05.2010
em 13.5.2011