terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

DATA DE FALECIMENTO DE RONALD DE CARVALHO - 25 de fevereiro de 1935 - Imagem da Internet

Ronald de Carvalho










SONETO

Ialmar Pio Schneider

Foi Ronald de Carvalho esse poeta
que soube traduzir no pensamento,
forma antiga e moderna, nobre esteta
da natureza e do conhecimento...

Deixou-nos versos, prosas e correta
descrição da literatura, o intento
que perseguiu sempre a sua meta
de perfeita harmonia e convencimento...

Merece todos os encômios justos,
para a glória dos magnos autores
que nasceram em nossa pátria amada...

As crônicas e seus cantos augustos
hão de ficar como as lindas flores
da poesia em sua obra consagrada...

POrto Alegre, 15 de fevereiro de 2011

- Ronald de Carvalho faleceu em 15 de fevereiro de 1935, vítima de grave colisão de automóveis, em 19 de janeiro.



sábado, 12 de fevereiro de 2011

POEMA de IALMAR PIO SCHNEIDER - TELA de GLAUCIA SCHERER



















NA NOITE CALMA

Olho a paisagem noturna
através da luz elétrica,
me parece tão soturna;
eu a vejo quase tétrica.

As árvores estão quietas
nem uma brisa balança.
Onde estarão os poetas
que cantaram a esperança ?

Como realizar-se o sonho
que alimentei em menino ?
Eu bem sei que estou tristonho
a cumprir o meu destino.

E permaneço cismando
como alguém que espera ainda;
meu pensamento voando
dentro desta noite infinda.

IALMAR PIO SCHNEIDER

PÁG. 16 - O TIMONEIRO - CANOAS (RS), 27.5.83
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POEMA de IALMAR PIO - AQUARELA de ÂNGELA PONSI






















É PRECISO MEDITAR LONGAMENTE...

Ialmar Pio Schneider

É duro estar aqui pensando
que o dia de amanhã poderá
ser fatal.
As nuvens passeando pelo céu
vêm contar histórias longínquas
e uma esperança urgente
descreve a emoção
de se estar parado
a contemplar a paisagem.
É preciso meditar longamente
a fim de seguir o caminho que mais convém.
Tu poderias ser a meta a atingir.
Mas, onde andarás ?
Publicado em O TIMONEIRO - Pág. 12 de 10.8.82 - CANOAS






quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Crônica republicada, soneto e foto de Ialmar Pio Schneider
















PROMESSA DE ANO-NOVO

IALMAR PIO SCHNEIDER

Ao iniciar um novo ano voltam as promessas... que se as fazem sempre. Alguns prometem não mais fumar e outros que nem eu, invariavelmente, que vão emagrecer. Tenho adquirido os mais diversos livros neste sentido. Apenas para nomear alguns aqui: Só é Gordo Quem Quer, de João Uchôa Jr., Mantenha-se Saudável com o Dr. Minuzzi - obesidade - Programa de Emagrecimento Definitivo, de Antônio Carlos Minuzzi, Emagreça Comendo, Dr. Lair Ribeiro, e por último, um best-seller - (primeiro lugar na lista do The New York Times) - A Dieta de South Beach, de Arthur Agatston, M. D., e continuo obeso. Este ano, porém, faço um firme propósito de perder peso, não digo voltar aos meus 66 quilos, mas também não continuar com os meus 98 quilos, atualmente. Perguntar-se-ão: o que me faz explanar isto agora ? É um compromisso que me faço publicamente, diria eu, para conseguir meu intento há tanto tempo perseguido.
O que escreveu o Dr. Lair Ribeiro, já o vi gordo e depois magro, em programas de televisão, julguei de muito fundamento: “Se você pesa mais do que gostaria, está na hora de usar, corretamente, seu poder mental. Embora existam mais de 200 diferentes dietas no mercado, estudos americanos mostram que 95% das pessoas que “perdem peso” apenas através de dieta, num período de doze meses praticamente recuperam o peso perdido. Se você possui Estrutura Psicológica de gordo, não adianta torturar-se para emagrecer, porque o peso vai voltar. Algum dia você chegou a pensar que seu metabolismo pode ser modificado através de seu poder mental ?”(...) Na esteira desta informação vou procurar obter sucesso...
Sirvo-me de umas ideias que li e das quais compus o soneto abaixo, já faz alguns anos, e que é assim: Soneto da Libertação --- “Quero o caminho da libertação/ para seguir na vida mais confiante,/ se alimentava mórbida ilusão/ procurarei bani-la, doravante.// Preciso estar alerta a todo instante/ e suportar a humana condição,/ minha vigília deve ser constante/ neste mundo envolto em turbilhão...// Levo comigo a chama da esperança/ e apesar dos percalços da existência/ tenho fé, tenho amor, tenho confiança...// Não mais serei o náufrago perdido/ pelos mares da angústia e da impaciência,/ porque vencendo-me, terei vencido !” - Canoas - 29-01.85 - Consta de meu livro Poesias Esparsas Reunidas, pg. 133. Socorro-me deste pensamento para libertar-me da obesidade, ao menos com a força de vontade, ou melhor, boa vontade, digamos que deverei implementar para atingir meu objetivo, que de resto, não é mais do que para a minha saúde e bem-estar. Faço-o, repito, pra me impingir este compromisso comigo mesmo. Quantos já o fizeram ?
Mudando de assunto e como estamos em pleno verão e o mar se nos convida a visitá-lo, na minha condição de escrevinhador de versos desde sempre, me permito transcrever abaixo meu: Soneto ao Sol - “Nesta tarde sem chuva até parece/ que a claridade abraça nossa terra,/ o sol risonho aos poucos se descerra/ e alegremente brilha e resplandece...// Oh! Rei dos Astros, quanta luz encerra/ tua mensagem pura como a prece,/ minh’alma consternada te agradece/ a paz que trazes afastando a guerra !// Fugindo ao teu calor, buscando as águas,/ a Humanidade olvida suas mágoas/ e vai achar sossego à beira-mar...// Fazes crescer a planta com carinho/ que produz folha, flor e até o espinho;/ e as folhagens enfeitando o Lar.”- Canoas - 16 de fevereiro de 1984 - idem, idem cfe. acima. -pg. 86
Sobre o assunto principal destas linhas, não abdico de continuar meu empenho em consegui-lo,e desejar a todos um ano próspero e que as promessas que se fizerem sejam concretizadas.
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Poeta e cronista -
E-mail: menestel@brturbo.com
http://ial123.blog.terra.com.br/
em 5.8.2010

http://www.diariodecanoas.com.br/site/interativo/minhas_cronicas,canal-5,ed-90,ct-452.htm
EM 30.12.2009
http://ialmarpioschneider.blogspot.com/
EM 30.12.2009

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Crônica republicada - Imagem da Internet




















CRÔNICA DE NATAL E ANO-NOVO

IALMAR PIO SCHNEIDER

Desde que me lembro, o Natal sempre foi o acontecimento festivo mais marcante para a Cristandade, notadamente, para as crianças e os poetas, incluindo os escritores em geral. Outrossim, basta olharmos as cidades enfeitadas e as casas com suas árvores de todas as espécies, naturais e artificiais, e a representação do nascimento de Jesus Cristo, com o presépio simples ou ao vivo que, diz-se, foi introduzido na Igreja por S. Francisco de Assis. Em nosso Estado, o Natal-Luz de Gramado tem sido importante evento turístico pela sua beleza e grandiosidade. Mas por outro lado, não podemos nos desviar dos lares pobres, onde há carência até de alimentos, e confiarmos no Governo que assume no dia 1º, com o fito de eliminar a fome de nosso País, fazendo com que todos tenham três refeições por dia. Não esqueçamos, entretanto, de fazermos a nossa parte, contribuindo com as campanhas de arrecadação de alimentos não perecíveis, a fim de minorar este problema crônico.
Sentimentalmente, nada mais emotivo do que o Soneto de Natal, de Machado de Assis: “Um homem, - era aquela noite amiga,/ Noite cristã, berço do Nazareno, -/ Ao relembrar os dias de pequeno,/ E a viva dança, e a lépida cantiga,// Quis transportar ao verso doce e ameno/ As sensações da sua idade antiga,/ Naquela mesma velha noite amiga,/ Noite cristã, berço do Nazareno.// Escolheu o soneto... A folha branca/ Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,/ A pena não acode ao gesto seu.// E, em vão lutando contra o metro adverso,/ Só lhe saiu este pequeno verso:/ “Mudaria o Natal ou mudei eu ?”’ Hoje, quando leio estes versos, surge-me à memória que houve em minha vida também - Um Natal Inesquecível: Lembro-me vagamente. Teria eu, de quatro para cinco anos, e isto faz muito tempo. Poder-se-ia dizer, com certeza, meio século. Meus irmãos Hugo (agora residindo em outra dimensão) e Elói já existiam e contavam três anos e dezoito meses, respectivamente. Era então noite de Natal. Nossos pais haviam, excepcionalmente, naquele ano, nos levado à casa de uma família da vizinhança, que era de classe média alta, e costumava montar o pinheirinho e esperar a chegada de Papai Noel.
Nós éramos pobres, ou por assim dizer, remediados; nunca tivemos uma árvore de Natal enfeitada. Na vila em que morávamos, havia, quiçá, uma meia dúzia de famílias que o fazia e nós não estávamos entre elas. Todavia, naquela ocasião, ignoro por que cargas d’água, nossos pais resolveram nos proporcionar a tradicional festa na casa de uma família amiga conhecida.
Após cantarmos a Noite Feliz, de repente surgiu no meio da sala, não sei vindo de onde, o Papai Noel com um saco de brinquedos às costas. Imediatamente, começou a distribuí-los e quando chegou a minha vez, entregou-me uma caixinha que abri, incontinenti. Era uma gaitinha de boca, bem pequenina. Logo comecei a soprá-la, tirando-lhe algumas notas musicais que eu nem sabia o que era. Aquele Natal de minha infância nunca mais esqueci !
Contudo, já que iniciei falando em poetas que fizeram versos para o Natal, apraz-me transcrever abaixo, de um dos nossos maiores literatos, Manuel Bandeira, os seguintes: “VERSOS DE NATAL - Espelho, amigo verdadeiro,/ Tu refletes as minhas rugas,/ Os meus cabelos brancos,/ Os meus olhos míopes e cansados./ Espelho, amigo verdadeiro,/ Mestre do realismo exato e minucioso,/ Obrigado, obrigado !// Mas se fosses mágico,/ Penetrarias até ao fundo desse homem triste,/ Descobririas o menino que sustenta esse homem,/ O menino que não quer morrer,/ Que não morrerá senão comigo,/ O menin
o que todos os anos na véspera do Natal/ Pensa ainda em por os seus chinelinhos atrás da porta.- 1939.”
Finalizando, aproveito o ensejo para desejar a todos os leitores, que a paz, a harmonia e a concórdia sejam o apanágio de um Feliz Natal e um Próspero Ano-Novo pleno de realizações.
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Cronista e poeta - E-mail: rs080254@via-rs.net
Publicado em 31 de dezembro de 2002 e 1º de janeiro de 2003 - no Diário de Canoas.
http://ial123.blog.terra.com.br/

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EM 21.12.2008

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

CRÔNICA - 15 de dezembro - Dia do Esperanto - Imagem da Internet

Ludwig Lejzer Zamenhof (1859-1917), "La Majstro"



















O ESPERANTO: UMA LÍNGUA AUXILIAR

IALMAR PIO SCHNEIDER

Por que aprender Esperanto ? É uma boa pergunta. Entre os prós e os contras, de minha parte, posiciono-me a favor. Não que considere a solução para o entendimento generalizado de todas as nações, quanto à linguagem, mas porque poderá facilitar a comunicação universal dos seres humanos de boa vontade. Ainda mais agora com a difusão da Internet.
Já faz bastante tempo, mais de quarenta anos, que ouvi falar e sabia da existência do Esperanto, quando cursava o ginásio em Getúlio Vargas - RS, e iniciava o estudo das línguas: Latim, Francês (na primeira série) e Inglês a partir da (segunda série), além do Português, sempre o mais importante, não menosprezando as outras matérias. Devo dizer que os Trabalhos Manuais muito me ajudaram financeiramente naquela época, pois fabricava capelinhas que após coladas e lustradas, vendia aos meus conterrâneos da então Vila Sertão, distrito de Passo Fundo - RS, hoje município, para patrocinar minhas despesas extras (cinema, futebol, etc.). Mas até um sobretudo (casacão como se dizia) eu ajudei minha mãe a comprar com o produto destas tarefas, a fim de enfrentar o frio que era bastante intenso por aqueles tempos. Parece que a Terra esquentou de lá para cá, pois raramente se vê geada pelos campos (e eu que andava de pés descalços sobre ela, não tanto por necessidade, todavia por brincadeira, uma vez que possuía alpargatas). Desculpem-me essas reminiscências assaz particulares, que fogem um pouco da matéria, todavia, proporcionando-me uma certa nostalgia irremediável. Também em 1955, aos treze anos, havia me diplomado em datilografia no colégio das irmãs em Sertão, obtendo o 2º lugar em exame realizado pelo Ir. Cipriano, Marista de Getúlio Vargas, do Ginásio Cristo Rei daquela cidade, que seria meu professor de matemática depois, quando cursava o 6º ano primário, preparando-me pra o exame de admissão que existia naquela época. Outrossim, devo confessar que a datilografia em todo o tempo foi o que me amparou durante a vida, uma vez que trabalhava nas secretarias dos colégios em que estudava por ser bom datilógrafo e passei no lº concurso do Banco do Brasil S.A., aos dezoito anos, porque consegui 98 pontos na prova o que elevou minha média sobremaneira. Ainda tenho a dizer que era a informática de então, pois para qualquer emprego em escritório era exigida e até havia uma matéria no Curso Técnico em Contabilidade, que se chamava Mecanografia e que depois cursei em Soledade - RS, e o professor foi o Sr. Gilberto Arthur Brockstedt, funcionário da Receita Estadual, que depois viria a ser meu concunhado, pois eu me casaria com a Helena, irmã de sua esposa Glaura, e compadre deles, tendo batizado seu filho Glauberto, hoje médico em Caxias do Sul - RS. Vejo que a história se alongou para esse lado, fugindo do foco que era o Esperanto.
Esta língua, não obstante artificial, uma vez que foi lançada em 1887 pelo médico e poliglota polonês Dr. Lazar Ludwig Zamenhof, pode ser considerada viva e completa. Há poucos dias, aventurei-me a enfrentá-la e adquiri um manual: Esperanto Conversacional - Curso Básico - Prof. Jair Salles, - Regras Gramaticais do Esperanto - A Língua Internacional Neutra, A. Flores e V. P. Werneck, dois dicionários, e estou dando os primeiros passos rumo ao seu conhecimento. Pretendo fazer o que posso sem muita euforia, mas pelo que pude aquilatar até agora, não é difícil aprendê-la, uma vez que a maioria de suas palavras tem origem em línguas por mim um pouco já estudadas, tais como latim, francês, inglês, italiano, alemão, muito de português, inclusive. O que me causa uma certa surpresa é que tenho conversado com alguns amigos e conhecidos, até detentores de curso superior, que me dizem desconhecer e nem saber da existência do Esperanto. Esquisito, tal afirmação, pois segundo me consta, transcrevo abaixo um parágrafo de nº 9 de folheto que recebi de membro da Assoc. Gaúcha de Esperanto - Rua dos Andradas, 1251/103 - Porto Alegre - RS - E-mail: esperanto.gea@plug-in.com.br - que diz o seguinte: “A UNESCO, ao longo de sua existência, já aprovou duas resoluções favoráveis ao ESPERANTO. Em 1993 o PEN Clube Internacional reconheceu o ESPERANTO como língua literária. UMBERTO ECO, o renomado escritor e linguista italiano, tem se pronunciado publicamente a favor da adoção do ESPERANTO como instrumento de comunicação internacional”.
Encerro a presente crônica, desejando a todos os leitores que reflitam a respeito do assunto. Se lhes convier, procurem o endereço acima, pela Internet ou pessoalmente. Até à vista ! ou como diz o Esperanto: “^Gis Revido!”
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Cronista colaborador

Fone: 3212-3364
Publicado em 29 de maio de 2002 - no Diário de Canoas.


http://ial123.blog.terra.com.br/

EM 19.04.08
http://www.diariodecanoas.com.br/site/interativo/interativo_postar.asp?canal=5&ed=90
EM 22.08.09
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em 10.11.2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SONETO de IALMAR PIO - TELA de GLAUCIA SCHERER

Tela de Glaucia Scherer















SONETO


Não quero o verso dos amores impossíveis
que nos fazem sofrer nas longas madrugadas,
nem quero o verso das formas indefiníveis
para esconder a dor das ilusões passadas.

Na minha solidão há fúrias invisíveis
despertando em meu ser canções desesperadas,
hão de compreendê-las as almas mais sensíveis
e aquelas que também forem abandonadas.

Quero o verso levando um pouco de consolo
ao coração que sofre a sangrenta ferida
de sentir-se sozinho andando pela vida...

ou tem um grande amor, ou chora de saudade;
se é na tristeza que permaneço a compô-lo
não pretendo que lhe falte felicidade...

Ialmar Pio Schneider






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