sábado, 20 de setembro de 2014

Descendo a Trav. Nova Trento em 19.9.14


SONETO

Ialmar Pio Schneider

Se às vezes não consigo me conter
Perante teus olhares sedutores,
Permaneço sonhando nos amores
Que nunca conseguiram florescer...

Foste a presença, neste meu viver,
Que me trouxe, bem sei, alívio às dores,
Nos momentos de tantos dissabores,
Em dias longos, longe do prazer.

No entanto, não quiseste nada sério,
E me deixaste na desilusão
De amar-te tanto assim sem ser amado...

Minha vida precisa um refrigério
Para enfrentar a triste solidão
Que atinge agora um homem desprezado...

Porto Alegre – RS, 27.04.2010

Às 20h18min.
- Tristeza

em 8.10.2010




SEMANA FARROUPILHA - Imagem da Internet
IALMAR PIO SCHNEIDER
Foi na madrugada de 20 de setembro de 1835, portanto, há cento e setenta e nove anos passados, que os rebeldes farroupilhas adentraram a cidade de Porto Alegre, quando atravessando a ponte da Azenha, ocuparam os pontos estratégicos, fazendo com que o governo de Fernandes Braga, não resistisse e embarcasse na escuna Rio-grandense, rumo a Rio Grande, deixando a proclamação: “Às armas, cidadãos! Às armas, que a pátria se acha em perigo!”. Depois disto seriam dez anos de lutas para que fosse implantada a República Rio-Grandense, com que sonhavam os paladinos patrícios de antanho.

No livro OS VARÕES ASSINALADOS - O Romance da Guerra dos Farrapos, de Tabajara Ruas, mergulhamos num clima de atavismo que nos envolve quais participantes da grande epopéia farroupilha escrita em prosa, mas como um longo poema, já sugerido pelo próprio título. Lembra-me Camões na primeira estrofe do seu imortal OS LUSÍADAS, “As armas, & os barões assinalados,”. Fico refletindo qual seria a situação da pátria se houvesse persistido a ruptura e concretizada a República Rio-grandense naquela época...
Ao ensejo do transcurso da Semana Farroupilha, quando a maioria dos gaúchos pilchados rememoram os feitos dos nossos ancestrais farrapos, fui buscar no fundo do meu baú um soneto que escrevi pelos idos de 1960, no seguinte teor: FARROUPILHA//Levantou-se o gaúcho sobranceiro/no alto da coxilha verdejante !/Carregava uma carga no semblante/dum tristor que seria o derradeiro...//A glória de lutar e ser galante:/- o sonho que conduz o aventureiro./A honra de ser livre e ser gigante:/- o lema que conduz o pegureiro.//Este lema e este sonho se fundiram/e assim surgiu o nobre farroupilha/que lutou com ousada galhardia//porque a honra e a justiça escapuliram/da canhada e do topo da coxilha,/do pago em que ele viu a luz do dia !...
Felizmente, após tantos embates e peripécias, veio a paz honrosa, urdida pelo insigne patriota Duque de Caxias. Era tempo de recomeçar a construir, pois muitas obras tinham que ser feitas, e algumas haviam sido paralisadas por quase dez anos de guerra. A província contava também com a contribuição valiosa dos imigrantes alemães que se estabeleceram às margens do Rio dos Sinos, notadamente em São Leopoldo. Mais tarde vieram os italianos que subiram a serra e foram fundar núcleos coloniais, sendo o mais importante o da atual Caxias do Sul.
Hoje todos nós, os sul-rio-grandenses, iluminados pelos faróis da liberdade, irmanados pelos mesmos ideais republicanos, durante esta semana, prestamos justa homenagem aos nossos heróicos ancestrais, pois foi deles que herdamos as mais caras tradições do telurismo gaúcho.
Jornal de Novo Hamburgo
em 16.9.2010
Poeta e cronista
Publicado em 16 de setembro de 1998 - no Diário de Canoas.
em 17.9.2010
em 16.9.2011

sexta-feira, 5 de setembro de 2014


Selfie 

Trovas de Ialmar Pio Schneider 

 

IALMAR PIO SCHNEIDER – TROVAS DO BLOG   http://ialmar.pio.schneider.zip.net/ 

51
"Quem ama sempre perdoa..."
diz um dito popular,
mas o desprezo magoa
por mais que se queira amar.
52
Eu faço trovas sentidas
nestas noites de luar:
são as "paixões recolhidas"
que não consigo olvidar.
53
"C'est la vie !", diz o francês
em meio do burburinho...
"Time is money !", diz o inglês
ao seguir o seu caminho...
54
Vamos em frente, vencendo
as agruras da jornada
e estaremos compreendendo

que não lutamos por nada.


sexta-feira, 15 de agosto de 2014




SONETO - em 17.5.2012

Volto a escrever os versos devotados
às Musas que povoam minha mente;
bem sei que são os mágicos cuidados
que me tornam romântico e consciente...

Delas obtive múltiplos agrados
e sempre me acompanham no presente,
pois, nos meus cânticos apaixonados
vivem formosas, deixam-me contente.

E assim levando a vida me convenço
que imaginando este Universos imenso
qual um Reino infinito de poesia,

me realizo pedindo inspiração;
e só peço que para esta missão,
não me abandone nunca a fantasia !


terça-feira, 12 de agosto de 2014



12 DE AGOSTO DE 2014
Soneto de Ialmar Pio - Data de nascimento de Lila Ripoll em 12.8.1905 - Imagem: retrato na Internet

Lila Ripoll - Imagem da Internet


SONETO À LILA RIPOLL - In Memoriam - em 1.7.2010 - Porto Alegre - RS

Quem pode me ajudar nesta tarde sombria,

em que o sol vai partindo e a treva vem chegando,

eu que procuro ter para minha alegria

um raio de esperança ao destino nefando?

Lila Ripoll, poetisa, ela vivia amando

a cidade e seu lago e a noite que descia,

traz-me a tranquilidade e fico meditando

nos versos geniais de serena poesia...

Poemas que compôs em ritmo de ansiedade,

sentindo na tristeza o travo da saudade,

para se comover ao som do seu piano...

Quantas vezes, talvez, tocou sua ternura,

amenizando a dor da mansa desventura,

na pauta musical vinda de um desengano !...

IALMAR PIO SCHNEIDER


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Passeando nas ruas de Paraty - RJ onde se realiza a FLIP




TROVAS DE IALMAR PIO SCHNEIDER -
                           1
         As trovas que aqui deponho
         à apreciação dos leitores,
         são os frutos do meu sonho
         que colhi nos meus amores...
                            2
         Cada dia uma rotina
         que devo sempre seguir,
         entretanto a vida ensina
         que não posso desistir.
                           3
         Se a tristeza me visita
         canto uma trova somente,
         e desta forma a desdita
         foge e me torno contente.
                            4
         Ando à procura de alguém
         que me venha dar carinho,
         como estou não me convém,
         não quero viver sozinho.


EM 2.8.2010