sábado, 6 de agosto de 2011

Soneto de Ialmar Pio - Falecimento de Jorge Amado em 6.8.2001 - Imagem: foto na Internet

Jorge Amado



SONETO A JORGE AMADO – In Memoriam – Falecimento do escritor em 6.8.2001 - . –



Ialmar Pio Schneider




Bem sabemos que foi o Jorge Amado,


o escritor portentoso e dos mais lidos,


e que seus livros são os preferidos,


por conterem também um texto ousado.






Sempre fiel, ao romance devotado,


soube fazer relatos divertidos,


também jamais hão de ser esquecidos


os personagens que tem seu legado.






Na simples homenagem destes versos,


desejo traduzir uma lembrança


do ABC de Castro Alves, de Gabriela,






de outros romances fortes e diversos;


e vejo O Cavaleiro da Esperança


em sua luta para a vida bela !






Porto Alegre – RS, 6 de agosto de 2011,


às 1h23min. – Tristeza.

http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=19061

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Dia Nacional da Saúde - 5 de agosto - Crônica de Ialmar Pio - Imagem da Internet



TÓPICOS A RESPEITO DA SAÚDE INDIVIDUAL

=====IALMAR PIO SCHNEIDER=====

Se prevenir é um ato de saúde, deve-se ter em mente que um check-up por ano faz parte desta prevenção, pois só assim é possível atentar-se para o que terá que ser corrigido através de tratamento adequado. Conforme o tempo vai passando (ou é nós que passamos ?!), e a idade vem chegando, como se diz vulgarmente, surgem também os problemas. Já cantava o insuperável poeta popular Catullo da Paixão Cearense (que de fato era maranhense) em seu poema O TREM DE FERRO: Pois, afinal, todos nós nos enganamos, / quando, todos os dias, exclamamos: / - “Como é que o tempo passa tão ligeiro !” / E nós é que passamos !” - Do livro: Fábulas e Alegorias - 6ª ed. - pág. 91/92 - Coleção Caiçara - Editora A Noite - Rio.


Tudo converge para que se busque o bem-estar imprescindível à uma vida o mais possível feliz, uma vez que a perfeição aqui não se encontra, dada à nossa condição humana.


Embora sempre exista uma esperança, não se pode facilitar e dar chance ao azar. Quando o assunto é saúde, verificamos que tanto pode ser do corpo quanto do espírito. O velho brocardo latino nunca será descartado: “Mens sana in corpore sano.”; ou seja: “Convém rezar para ter um espírito são num corpo são.” Orandum est ut sit mens sana in corpore sano. Juvenal (60-140), Sátiras, X., pág. 616 do Dicionário Universal de CITAÇÕES de Paulo Rónai.


Caminhadas diárias regulares, durante semanas, meses e anos - está comprovado - diminuem, sensivelmente, os riscos de infartos do miocárdio e derrames cerebrais, além de dar mais consistência aos músculos, afastando o estresse e proporcionando o prazer da contemplação e prolongamento da vida.


O sedentarismo é o inimigo número um do homem moderno, pois além de ocasionar a obesidade, também dificulta a circulação do sangue e produz o aumento do colesterol. “É importante lembrar que tirar um cochilo, sentar-se à escrivaninha, deitar-se na poltrona, passear de carro ou de ônibus, trabalhar no computador, escrever ou ler, costurar, falar ao telefone sentado ou assistir televisão são algumas atividades sedentárias” (AE), cfe o jornal - ABC - domingo - Estilo de vida - Vida Saudável - pág. 4 de 22 de agosto de 1999.


Assim sendo, é importante que se disponha de mais ou menos uma hora por dia para a prática de exercícios físicos, dependendo da idade, moderados e regulares, a fim de gastar o excesso de calorias, inclusive. Pode ser em uma esteira elétrica ou melhor ainda, caminhar em parques, ao ar livre, que também é mais agradável. Mas não é só.


É necessário, por outro lado, adotar modos adequados quanto à alimentação, com emprego de frutas, legumes e verduras, ingerindo dois litros diários de água, evitando o uso do fumo e abuso do álcool, bem como de gorduras saturadas. Enfim, seguir a orientação de nutricionista competente sem descurar de suas prescrições.


Por último, a conscientização de cada um é o fator primordial eficaz para se atingir a meta de uma saúde prolongada e de uma vida longeva.


__________________________


Cronista colaborador


Publicado em 17 de fevereiro de 2000 - no Diário de Canoas.

http://ial123.blog.terra.com.br/


em 31.03.2011

http://ialmarpioschneider.blogspot.com/

em 7.4.2011

http://www.jornalnh.com.br/site/interativo/minhas_cronicas,canal-5,ed-90,ct-452.htm

EM 5.8.2010

http://ialmarpioschneider.blogspot.com/

EM 5.8.2010

http://ial123.blog.terra.com.br/

DIÁRIO DE CANOAS VIRTUAL EM 29.12.2009



http://ialmar.blog.terra.com.br/

em 5.8.2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falecimento de Anita Garibaldi em 4.8.1849 - Soneto de Ialmar Pio - Imagem na Internet

Anita Garibaldi




Publico o soneto abaixo em lembrança do falecimento de Anita Garibaldi, já que ela foi esposa e guerreira ao lado de Garibaldi.

***

SONETO A GIUSEPPE GARIBALDI – In Memoriam – Nascimento do herói em 4.7.1807 - . -



Ialmar Pio Schneider




Foi “herói de dois mundos” e lutou


pelo nobre ideal do farroupilha,


quando os imperiais ele enfrentou,


do seu barco Mazzini sobre a quilha.






Em Laguna encontra Anita que amou


e com ela então forma uma família,


e o filho Menotti em Mostardas gerou,


quando pra Montevidéu segue a trilha.






Giuseppe Garibaldi, sempre lembrado


pelos que lutam contra a tirania


e veem em seu exemplo augusta glória.






Lembrem-se: quem não evoca o passado,


vai ter, com certeza, no dia a dia,


volta à opressão que já viu na História !






Porto Alegre – RS, 4 de julho de 2011-07-04


às 13h48min. – Bairro Tristeza.




http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=18822



http://ialmar.blog.terra.com.br/

em 4.7.2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Soneto de Ialmar Pio - Imagem: musa na Internet

Musa

 
F U G A


Ialmar Pio Schneider

Amanhã partirei sem que me vejas,
para outras plagas onde alguém me espera,
à procura das águas benfazejas
de uma nova e bendita primavera.


E nas distantes selvas sertanejas
o amor há de estender-se como a hera
que vai tomando conta, sem pelejas,
das paredes vetustas da tapera.


Errante solitário dos caminhos,
já nada turbará meu devaneio -
companheiro cordial dos passarinhos...


Cantar!... cantar além por toda vida:
sentir então, que finalmente veio
a fruta salutar e apetecida !...


PASSO FUNDO (RS) - 24.01.76

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crônica republicada de Ialmar Pio Schneider - Imagem: livros na Internet






SOBRE OFICINAS LITERÁRIAS...


IALMAR PIO SCHNEIDER


          Durante um longo período de minha vida, praticamente cerca de um quarto de século ou mais, permaneci, por assim dizer, numa espécie de limbo literário com respeito a escrever prosa, não obstante cultivasse a poesia, quer compondo, quer lendo, em suas mais diversas modalidades. Isto não exclui, porém, minha condição de leitor contumaz e permanente, de romances, contos e crônicas, literatura em geral, o que fiz durante todo o tempo.


         De fato, desde a década de sessenta, quando havia iniciado a escrevinhar uma espécie de romance que intitulara SONHO DE AMOR, não havia me aventurado no gênero, a não ser elaborando algumas redações, seja para o exame vestibular e ao longo do curso de Direito nas Faculdades Integradas Ritter dos Reis de Canoas - RS.


         Entretanto, no ano de 1998, despertou-me o desejo de fazer prosa e iniciei tentando alguns contos e crônicas, também para participar de uma oficina de criação literária com o escritor já consagrado Charles Kiefer, e que frequentei, com mais uma dúzia de colegas, durante um semestre. Estávamos nos programando para continuar nesta atividade, uma vez que o citado autor não dispunha de tempo para fazê-lo, o que poderá conseguir, quiçá, neste ano. Ele próprio escreveu uma crônica intitulada As oficinas literárias não ensinam a escrever, pág. 31 de seu livro O GUARDIÃO DA FLORESTA - Mercado Aberto - 1997, assim se expressando: “Nenhuma oficina literária séria e honesta terá a pretensão de ensinar a escrever, até porque este é o aprendizado de uma vida inteira, mas certamente deverá levar os alunos a dessacralizar o próprio texto e a compreender-lhe as estruturas compositivas.”; o que realmente constatei durante o curso. Entretanto, a orientação recebida, e a convivência desfrutada com nossos pares, que perseguem o mesmo objetivo, não deixam de ser um incentivo à leitura e ao desenvolvimento de pretensos dotes literários.


         De minha parte, porque sou muito afeito à apreciação de pequenos pensamentos lidos ao acaso em jornais, revistas e livros, quero transcrever abaixo dois deles, atribuídos, ou melhor, de autoria de gênios universais, quer sejam: Ludwig van Beethoven: “O gênio se compõe de dois por cento de talento e 98% de perseverante aplicação no trabalho.”; e de Albert Einstein: “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” Assim também posso dizer que só se consegue obter um pequeno lugar ao sol que seja, através da dedicação efetiva ao labor, à persistência no sentido de lutar até conseguir a nossa realização. Tudo o mais, a meu entender, é mera perfumaria.


P.S. - Resta-me acrescentar, por oportuno, que freqüentei grande parte da “Oficina de Escritores”, evento promovido pela Fundação Cultural Canoas, Centro Universitário La Salle e Senac, com apoio do Diário de Canoas, em que tive a oportunidade de adquirir mais conhecimentos sobre a Literatura em geral.


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Poeta e cronista






Publicado em 31 de agosto de 1999 - no Diário de Canoas.

http://ial123.blog.terra.com.br/

http://ialmar.pio.schneider.zip.net/

EM 22.05.2009

http://www.diariodecanoas.com.br/site/interativo/minhas_cronicas,canal-5,ed-90,ct-452.htm

EM 16.11.09

http://ial123.blog.terra.com.br/

em 16.10.2010


P R Ó L O G O



Ialmar Pio Schneider


Eis que empeço por aqui
relatar coisas do pago,
que sinceramente trago
no relicário do peito,
com muito amor e respeito

à tradição campechana,

onde esta vida haragana

leva por base o direito!



Minha escola foi o campo

e não passei além disso;

no entanto, não sou remisso,

pois um chiru descuidado

às vezes manda o recado,

com tal pressa e sem paciência,

que por qualquer coincidência

por outro já foi contado.



Minha experiência de taura

fez-me cantor sem retovo,

começando desde novo

como simples payador,

nunca levando temor

na luta do dia-a-dia

que enfrento com galhardia

num catecismo de amor.









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8 - Ialmar Pio Schneider - Versos gauchescos















Enquanto escrevo meus versos

vai esquentando a chaleira,

em toada milongueira

que me vai matando o tédio,

pois chimarrão é o remédio

que há muito tempo me cura

da solidão sem ventura

que me faz amargo assédio.



Estas rimas foram feitas

sem nenhuma pretensão,

saíram do coração

de um gaúcho que trabalha,

pois a vida é uma batalha

com percalços, com enleios,

já trago os ouvidos cheios:

quem não luta se atrapalha.



Criado nas intempéries

labutando desde piá,

nunca fui do deus-dará

nem tampouco cajetilha,

sou neto de farroupilha

que no Rio Grande de outrora

nas peleias campo afora

fez nossa raça caudilha.













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9 - Ialmar Pio Schneider - Versos gauchescos























Não me achico nem me zango

por pouca coisa ou por nada

e ao topar uma parada

vou até o fim sem receio;

não sou amigo do alheio

nem prejudico a ninguém,

vivendo assim, vivo bem

e poucas vezes peleio.



Sou índio de tiro longo

num bolicho de campanha;

faço versos, bebo canha,

nunca fui malcomportado

e embora estando magoado,

tenho comigo um sistema

que é de não criar problema:

sofro solito e calado.



Tenho meu pingo e a chinoca,

o velho rancho barreado

por mim mesmo fabricado,

onde nas noites de inverno

gozo o calor rude e terno

de um guasca fogo de chão,

quando sorvo o chimarrão

meu xucro vício paterno.











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10 - Ialmar Pio Schneider - Versos Gauchescos

































Pois desde piá saboreio

o mate amargo bendito

que é o consolo favorito

de quantos vivem penando;

e sinto de vez em quando

que esta salutar bebida

só prolonga minha vida

e a saudade vai matando...













































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11 - Ialmar Pio Schneider - Versos gauchescos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Poema Gauchesco de Ialmar Pio - Nascimento do poeta gaúcho Aureliano de Figueiredo Pinto em 1º.8.1898 - Imagem: capa do livro na Internet

Capa do livro de que disponho na minha biblioteca.


VERSO GAÚCHO

Ialmar Pio Schneider

I


Traduzes no teu estilo,


verso guasca do Rio Grande,


todo o calor que se expande


do xucro peito gaudério,


nas trovas de Tio Lautério


quando Amaro Juvenal


em seu vasto cabedal


como quem floreia um tango


escreveu sobre o Chimango


uma história colossal.


II


Mas as musas campechanas


não pararam de existir,


se o Ramiro nos fez rir,


Aureliano também surge,


quanto mais o tempo urge


os versos feitos por mestre


na soledade campestre


da campanha gigantesca


vem nos trazer água fresca


sob uma sombra silvestre.


III


Apparício Silva Rillo,


grande cantor da querência,


compondo com muita ciência


a poesia da tradição


quando no tosco “Galpão”


coberto de santa-fé


se transforma no pajé


que reúne a peonada


e a própria madrugada


o encontra ainda de pé.


IV


O Jayme Caetano Braun


assim no mais não se encontra


leva uma cinta de lontra


ajoujada na bombacha,


mais parecendo uma faixa


lustrosa e de pêlo fino


que já traz desde menino


como traste de valor,


andando por onde for


que nem guacho teatino.


V


E quatro vates do pago


sintetizo no meu verso,


pois não há neste Universo


quem cante com tanta fibra,


quer na viola quando vibra,


no bandônio, na cordeona


ou no violão que ressona


em fandango e serenata


aos ouvidos de uma ingrata


mui lindaça e querendona.


VI


Ao fechar esta porteira,


dou de rédeas ao gateado


e recordando o passado


também lembro do presente;


ao futuro, indiferente,


eu me largo campo a fora.


Se a sorte não for caipora


na encruzilhada da vida


quero ter por despedida


um verso xucro que chora.






Canoas (RS), 16 de setembro de l972.






Para a ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA por ocasião do


CENTENÁRIO de AURELIANO DE FIGUEIREDO PINTO.


no SALÃO MOURISCO DA BIBLIOTECA PÚBLICA






Porto Alegre (RS), 6 de agosto de 1998.






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Ialmar Pio Schneider




http://ial123.blog.terra.com.br/

em 29.8.2010