terça-feira, 12 de abril de 2011

Crônica republicada de Ialmar Pio - Imagem da Internet

Vianna Moog













DUAS REALIDADES E UM CAMINHO

=====Ialmar Pio Schneider=====

Cerca de duas décadas atrás, li com grande interesse o livro Bandeirantes e Pioneiros, de Vianna Moog, que considero um clássico sobre os princípios da formação brasileira e da norte-americana. O autor traça um paralelo entre as duas nações, demonstrando que enquanto nós fomos povoados por degredados e aventureiros a serviço da Coroa Portuguesa e a si próprios, cujo enriquecimento visavam, lá no hemisfério norte, o país ianque era colonizado por pioneiros que se fixavam à terra com ânimo definitivo, onde firmavam domicílio e construíram uma nova pátria. E assim foi durante alguns anos; basta notar que logo instituíram uma república, enquanto aqui continuava colônia e, posteriormente, transformando-se em império, só atingindo o regime republicano em fins de 1889, o que resultou em tremendo atraso. Houve também o fato muito explicitado pelo autor, de termos adotado uma formação quase exclusivamente acadêmica e os Estados Unidos terem preferido o caminho científico da tecnologia. Consta ainda que enquanto as casas daqui possuíam uma biblioteca, tratando de assuntos de Literatura, os colonizadores norte-americanos se voltavam para a indústria, tendo em cada moradia uma oficina destinada a pesquisas e invenções, não excluindo a parte literária, o estudo da Bíblia, a aceitação do Calvinismo que muito contribuiu na conceituação da mentalidade que iria influir no destino daquela nação. Desta forma, pode-se avaliar o que se passou desde o início, quanto à constituição do nosso país e que perdura até hoje, não obstante o trabalho árduo que todos enfrentamos no dia-a-dia, rumo ao progresso que virá, certamente, com o desenvolvimento industrial que teremos. Para que isto aconteça, entretanto, é necessário que acreditemos em futuro promissor, ainda que se insira em lugar-comum, pois as riquezas naturais que possuímos são as maiores do Mundo. Por estes dias assisti na televisão, a uma palestra do escritor e cientista J. W. Bautista Vidal, autor do livro Poder dos Trópicos, discorrendo por longo tempo a respeito das energias alternativas que poderemos dispor, quer solar, quer vegetal perfeitamente renovável (álcool), e apesar da acentuada ênfase que imprimiu ao assunto, não encontrou solução para tal implemento, só possível com a aplicação de elevados recursos financeiros. Pode ser um caminho... mas quem o enfrentará?! _____________________ Cronista Publicado em 4 de janeiro de 1999 - no Diário de Canoas. http://ialmarpioschneider.blogspot.com/ em 28.10.2010 JNH - nascimento de Vianna Moog http://ialmar.pio.schneider.zip.net/ EM 04.05.2009





sábado, 9 de abril de 2011

DIA DA BIBLIOTECA - 9 de abril - Crônica de Ialmar Pio republicada - Imagem da Internet - Biblioteca

A LEITURA E OS LIVROS =====IALMAR PIO SCHNEIDER===== Quase deveria escrever “como nasce um cronista”, não fossem as páginas anteriores ao conselho abaixo, do ilustre literato paulista. Devo confessar que o mesmo muito me ajudou a superar certa indecisão neste sentido. Se mais não fiz até o momento, não me faltaram boa vontade nem aplicação. É claro que dei continuidade a leituras diversas de todo o gênero literário, quer em poesia, quer em prosa, levando em conta o tempo disponível e a disposição de ânimo. Lanço mão de um opúsculo Sonhando com o Demônio, crônicas de Ignácio de Loyola Brandão - edição da Mercado Aberto (Pequenas Grandes Obras), na prateleira de uma estante, e me deparo com o autógrafo do autor, como segue: “Ialmar. A poesia também está na crônica. Abraço do companheiro de letras. Ass. - 7.11.98”. De fato, sabedor de que eu escrevia versos, apesar de iniciante na crônica, quis incentivar-me ou confirmar que era possível continuar nesta última sem abandonar a arte poética. Vindo de quem veio estas palavras tão gentis e amenas, senti-me na obrigação de prosseguir tentando alcançar meu objetivo de modesto escriba de aldeia. Já vai para dois anos e não parei mais. Às vezes os assuntos se tornam escassos e a inspiração tarda. Mas daí vem o velho ditado me sacudir: “comer e coçar, é questão de começar”. Assim é também para escrever. A par disso, a leitura é fundamental para o conhecimento deste ofício de transmitir o que pensamos e sentimos. Com acerto se tem afirmado que são os livros os nossos melhores amigos. Estão sempre prontos a nos dar a resposta que necessitamos. Acrescentam algo ao espírito que anseia o infinito, apesar de “... tu és pó e ao pó tornarás.” Gênese, 3.19. Eles nos transportam aos lugares mais fascinantes e longínquos da terra e despertam nossa imaginação até para o que não existe. É o milagre da literatura e da contemplação. Há poucos dias, percorrendo as barracas da 16ª Feira do Livro de Canoas, pensava na quantidade de ensinamentos que continham todos aqueles volumes ali expostos, até que uma senhorita que atendia a uma das bancas, querendo ser gentil, começou a oferecer-me diversos livros, ressaltando suas qualidades e preços. Disse-lhe, então, que estava apreciando-os e sentia certa ansiedade de não conseguir ler todos eles, mesmo que vivesse mil anos. Mas não é por isso que se deva deixar de fazê-lo aos poucos, à medida do possível. Afinal, uma boa leitura diária só poderá nos trazer os melhores benefícios, tanto no aperfeiçoamento profissional, quanto num salutar passatempo na existência fugaz. Desta maneira a considero, sinceramente. _________________________ Poeta e cronista Publicado em 05 de julho de 2000 - no Diário de Canoas. Jornal de NH em 12.10.2010 http://ialmar.pio.schneider.zip.net/ em 12.10.2010 http://ialmarpioschneider.blogspot.com/ em 17.06.2010 http://ial123.blog.terra.com.br/ EM 9.12.08 http://ialmar.pio.schneider.zip.net/ EM 22.04.2009


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dia Mundial da Saúde - 7 de abril - Crônica de Ialmar Pio - Imagem da Internet















TÓPICOS A RESPEITO DA SAÚDE INDIVIDUAL =====IALMAR PIO SCHNEIDER===== Se prevenir é um ato de saúde, deve-se ter em mente que um check-up por ano faz parte desta prevenção, pois só assim é possível atentar-se para o que terá que ser corrigido através de tratamento adequado. Conforme o tempo vai passando (ou é nós que passamos ?!), e a idade vem chegando, como se diz vulgarmente, surgem também os problemas. Já cantava o insuperável poeta popular Catullo da Paixão Cearense (que de fato era maranhense) em seu poema O TREM DE FERRO: Pois, afinal, todos nós nos enganamos, / quando, todos os dias, exclamamos: / - “Como é que o tempo passa tão ligeiro !” / E nós é que passamos !” - Do livro: Fábulas e Alegorias - 6ª ed. - pág. 91/92 - Coleção Caiçara - Editora A Noite - Rio. Tudo converge para que se busque o bem-estar imprescindível à uma vida o mais possível feliz, uma vez que a perfeição aqui não se encontra, dada à nossa condição humana. Embora sempre exista uma esperança, não se pode facilitar e dar chance ao azar. Quando o assunto é saúde, verificamos que tanto pode ser do corpo quanto do espírito. O velho brocardo latino nunca será descartado: “Mens sana in corpore sano.”; ou seja: “Convém rezar para ter um espírito são num corpo são.” Orandum est ut sit mens sana in corpore sano. Juvenal (60-140), Sátiras, X., pág. 616 do Dicionário Universal de CITAÇÕES de Paulo Rónai. Caminhadas diárias regulares, durante semanas, meses e anos - está comprovado - diminuem, sensivelmente, os riscos de infartos do miocárdio e derrames cerebrais, além de dar mais consistência aos músculos, afastando o estresse e proporcionando o prazer da contemplação e prolongamento da vida. O sedentarismo é o inimigo número um do homem moderno, pois além de ocasionar a obesidade, também dificulta a circulação do sangue e produz o aumento do colesterol. “É importante lembrar que tirar um cochilo, sentar-se à escrivaninha, deitar-se na poltrona, passear de carro ou de ônibus, trabalhar no computador, escrever ou ler, costurar, falar ao telefone sentado ou assistir televisão são algumas atividades sedentárias” (AE), cfe o jornal - ABC - domingo - Estilo de vida - Vida Saudável - pág. 4 de 22 de agosto de 1999. Assim sendo, é importante que se disponha de mais ou menos uma hora por dia para a prática de exercícios físicos, dependendo da idade, moderados e regulares, a fim de gastar o excesso de calorias, inclusive. Pode ser em uma esteira elétrica ou melhor ainda, caminhar em parques, ao ar livre, que também é mais agradável. Mas não é só. É necessário, por outro lado, adotar modos adequados quanto à alimentação, com emprego de frutas, legumes e verduras, ingerindo dois litros diários de água, evitando o uso do fumo e abuso do álcool, bem como de gorduras saturadas. Enfim, seguir a orientação de nutricionista competente sem descurar de suas prescrições. Por último, a conscientização de cada um é o fator primordial eficaz para se atingir a meta de uma saúde prolongada e de uma vida longeva. __________________________ Cronista colaborador Publicado em 17 de fevereiro de 2000 - no Diário de Canoas. http://ial123.blog.terra.com.br/

Dia Nacional do Jornalista - Crônica de Ialmar Pio - Imagem da Internet













HOMENAGEM AOS JORNAIS MAIS ANTIGOS DO ESTADO, SIMPÓSIO DE ARQUEOLOGIA e o filme CARANDIRU ======IALMAR PIO SCHNEIDER===== Estive visitando a exposição dos jornais mais antigos de nosso Estado no Memorial Histórico do Rio Grande do Sul, e logo na entrada do saguão à esquerda encontrei o painel do Jornal NH - 1960, com os seguintes dizeres: “Criado em 1960, o “Jornal NH” é o líder do Grupo Editorial Sinos, que tem sede em Novo Hamburgo, e edita uma série de outros títulos. (E acrescento, entre os quais o nosso Diário de Canoas). Fundado por Paulo Sérgio Gusmão e Mário Alberto Gusmão - o primeiro deles já falecido - o jornal ocupa ponto de destaque na imprensa gaúcha, em especial na região do Vale dos Sinos. É dirigido hoje por Mário Alberto Gusmão”. Li também um lema: “Uma comunidade é forte, quando o seu canal de comunicação se confunde com a sua própria identidade”. Esta é uma justa homenagem prestada à imprensa jornalística escrita que foi e sempre será, com certeza, o melhor e mais eficaz veículo de informação que existe. E como estava acontecendo em Porto Alegre o Simpósio Internacional de Arqueologia, Patrimônio e Atualidade, de 03 a 06 de junho, realizado pelo MARS - Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul, aproveitei o ensejo para ouvir uma palestra sobre o “Patrimônio Arqueológico”, sendo a Mesa Temática, composta por José Otávio Catafesto - NIT - URGS, Rosana Najjar - IPHAN/RJ, Vera Thadeu - Arqueóloga Autônoma, coordenador: Cláudio Carle -UERGS. O assunto versou sobre a importância de uma melhor fiscalização a respeito dos sítios onde existem elementos arqueológicos, e nos quais se constróem edificações civis e até barragens hidroelétricas, sem que a realizem convenientemente. Depois, lembrei-me que ainda não havia assistido ao filme CARANDIRU e então me dirigi ao cine Guarany onde o fiz. Considerei que os relatos feitos pelo Dr. Dráuzio Varella, após conviver com os presidiários por longo tempo, mostram o lado deprimente e lastimável da massa carcerária. A degradação humana é posta ao olhar do público na maior crueza, envolvendo o uso inconseqüente das drogas e o homossexualismo sem critério. Poder-se-ia dizer que seria cômico se não fosse trágico. De fato, grande parte dos espectadores ria com as cenas que protagonizam o casamento do detento Sem Chance com o travesti Lady Di. Quando da chacina em que foram assassinados 111 apenados, houve uma cena risível em que os dois escapam da morte em que o detento diz - “Eles não nos mataram porque viram que havia mulher”; ao que ela respondeu - “É, meu bem, o amor nos salvou”. Foi mais ou menos isso aí que me foi possível ouvir, se não me engano, sobre o filme em que o médico, representado por Luiz Carlos Vasconcelos, vai trabalhar em presídio paulista e escuta relatos sobre crimes, vinganças, amores e amizades dos presos, culminando com o massacre de 1992. Com direção de Hector Babenco e a participação do ator Rodrigo Santoro e da atriz Maria Luisa Mendonça. Digamos que seja uma obra cinematográfica satisfatória, no meu entender, em que os 146 min. de duração da mesma, nos toma a atenção. Mas, mudando de assunto, e dando asas à imaginação, quero aqui deixar uns versos que escrevi aleatoriamente para alguém, sendo meu penúltimo poema, acredito, pois pretendo escrever outros. Nada tem a ver com os assuntos em foco, mas ocorreu-me publicá-los, como segue: Esse amor não foi tão forte assim/como supunha nossa vã filosofia;/ aqui no mundo tudo tem um fim/e com certeza ele chegou um dia...// Não me queira mal, nós somos tão carentes;/ sejamos compreensivos; é a vida/ que não pode tornar-nos indiferentes/ ao subirmos ou na descida.// Soubeste apreciar meus tristes versos/ e muito lhe agradeço, de coração;/eles andam por aí dispersos,/ afinal, formam a minha pobre canção...// Se não fomos felizes... O que importa ?/ Eu vivi... você viveu... Não negue ! Se ranzinzas/ momentos bateram à nossa porta,/ qual Fênix outros mais alegres renascerão das cinzas... Pretendo-os inseridos no contexto do pensamento de nosso grande romancista Dyonelio Machado: “Os poetas são os intérpretes das emoções humanas, - suas e alheias...” Desta maneira também pretendo considerá-los. ______________________________________________ Poeta e cronista - E-mail: rs080254@via-rs.net Publicado em 11 de junho de 2003 - no Diário de Canoas.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

CONTO de IALMAR PIO - IMAGEM da INTERNET














JERÔNIMO, O TÍMIDO =====Ialmar Pio Schneider===== Pensava que não tinha perspectivas quanto àquela paixão que nutria com tanta persistência. Por isto vivia frustrado ao lembrar-se de Paula, quando a via sentada à mesa de uma lancheria no shopping center Praia de Belas, juntamente com suas amigas, nos happy hours dos fins de tarde. Muitas vezes falara com ela, insinuando que a queria, mas não tendo coragem para declarar-se, sofria enormemente. Jerônimo era um tímido. Desejava o amor carnal, enfim, total. A mulher que povoava a sua cabeça era uma morena desenvolta, de cabelos negros e compridos, olhos pretos quais duas jabuticabas, lábios rubros que nem pétalas de rosa vermelha, seios palpitantes e firmes, braços roliços e torneados, cintura fina de vespa, nádegas de tanajura, coxas e pernas esculturais e os pezinhos de anjo ou demônio, fascinantes. O conjunto dela o atraía como se fosse um ímã; às noites sonhava que a possuía e acordava, por assim dizer, quase feliz. Durante o dia andava ao seu encalço só para admirá-la, mas não perdia a esperança de consegui-la. Era a sua paixão. Procurando abafar aquele sentimento as 24 horas do dia, mas não o conseguindo, sentia-se como se estivesse deprimido. Entretanto, no fundo, alimentava esse anelo que guardava qual um precioso tesouro. Apesar de tantas vicissitudes, pensava consigo: um dia choverá em minha horta. Sabia que tinha que ter paciência, pois as coisas não se resolvem assim, sem mais nem menos, principalmente as do coração. Tivera conhecimento rudimentar do que seria um amor platônico, mas não queria que o seu o fosse e lutava por isso. Às vezes, passeando pelas ruas da cidade, encontrava-se com os amigos, que sabendo de sua história, perguntavam-lhe: - “Como vai a Paula ? Nada ainda ? Tens que conquistá-la ! Ela está lá no shopping com as amigas...” Jerônimo respondia: - “Estou pensando numa maneira de chegar; está difícil. Parece que tudo conspira contra mim, até vocês, caçoando.” - e lá se ia, pensando na amada e com um leve sorriso, como a disfarçar a situação. “Haveria de ter um jeito...” - matutava. Até que um dia, voltando para casa em uma lotação, teve uma idéia. Conservou-a, entretanto, por mais algum tempo, ansiando que amadurecesse. Era mister que tivesse esse mínimo de coragem para vencer a timidez que todo o envolvia como uma aura. Um psiquiatra lhe dissera em certa ocasião que ninguém nasce tímido; que a timidez se adquire e pode ser tratada. Nunca mais voltara ao consultório e preferira continuar com sua doença, apesar de tudo. Queria vencê-la, naturalmente. Esse era o seu desígnio. O mês de dezembro ia em meio, aproximava-se o verão e o calor era insuportável. Fazia 34º à sombra e as pessoas andavam pachorrentas, buscando chegar onde tivesse ar condicionado. Em algumas casas de bairros de classe média crianças tomavam banho de mangueira, onde não houvesse piscina, e as que existiam estavam lotadas. Jerônimo via que o ano estava chegando ao fim e ele ainda não havia tomado uma atitude quanto ao seu caso que ia se tornando crônico. Não se tratava mais de paixonite aguda. Era algo mais forte e vinha durando... durando... Certa noite, em seu quarto de solteiro, sentado à escrivaninha, pega a esferográfica e um bloco de papel de cartas e começa a escrever. Era o que deveria já ter feito, mas, antes tarde do que nunca. Finalmente estava pondo em prática a sua idéia amadurecida e ao terminar a folha, dobrou-a e colocou-a dentro do envelope, endereçando-o para: “Namoro na TV - Programa Sílvio Santos - SBT - São Paulo - SP”. ___________________ Poeta e contista Publicado em 9 de dezembro de 1998 - no Diário de Canoas. http://poesiastrovassonetosepoemas.blogspot.com/ EM 06.07.2009 http://ial123.blog.terra.com.br/ em 8.7.2010


Poema de Ialmar Pio - Imagem da Internet - Musa



Musa













POEMA de IALMAR PIO MUSA FORAS CAPAZ...

=====Ialmar Pio Schneider=====



Deixarias que eu entrasse em tua vida assim

sorrateiramente como chega um ladrão

para roubar teu coração ?

Quiseras que eu fosse alguém

desconhecido de ti, diferente dos demais,

e viesse para tua aceitação ?!



Se assim o desejas e vives sem preconceitos,

eu me apresento agora à tua contemplação,

embora trazendo em meu ser mil defeitos

próprios dos que amam ardentemente com tanta emoção !



Foras capaz enfim de projetares uma aventura louca

que descortinasse um mundo que nem sonhas existir,

e tivesses que enfrentá-lo, saturada de beijos em tua boca,

e dos outros que falassem te pusesses a rir...



Nós transporíamos todos os obstáculos possíveis e imagináveis

e seriamos dois em um, como sói acontecer aos amantes,

por assim dizer, enamorados e amáveis,

que querem desfrutar juntos todos os instantes...




terça-feira, 5 de abril de 2011

SONETO IN MEMORIAM - IMAGEM FOTO DA INTERNET

Vicente de Carvalho


SONETO IN MEMORIAM - em 5.4.2011 - Aniversário. - . - Vicente de Carvalho - O Poeta do Mar, que tanto cultuou o verso alexandrino, neste cinco de abril, estando a aniversariar, hoje me recordou das folhas o destino ! E quanto fez sentir do ´´morto pequenino´´ a passagem na terra e na cova o enterrar, na hora da Ave-Maria e ao tanger do sino que parecia assim, de trágico chorar... Viveu para a poesia e as ´´cantigas praianas´´ entoou com ardor, ouvindo a voz da fonte, a cantar, a cantar, em notas tão humanas... Quando o sol vai caindo e vejo que anoitece, dirijo meu olhar ao longe no horizonte, para também rezar minha sentida prece... IALMAR PIO SCHNEIDER *** Porto Alegre - RS, Tristeza às 18h15min. de 5.4.2011