domingo, 14 de agosto de 2011
DIA DOS PAIS - 14 de agosto - Homenagem póstuma ao meu pai - Imagem: na Internet
SONETO - HENRIQUE SCHNEIDER FILHO (meu pai - falecido em 1970)
Descansa aqui o nosso pai da vida
por esta terra onde se sofre tanto.
Não basta sua lembrança ao nosso pranto
que a saudade é perpétua e não se olvida...
Viveu, lutou... foi breve a despedida;
aos pés do Criador caíu, entanto;
morte serena como morre um santo,
após saber da sua missão cumprida.
Mas viverá pra sempre nos seus filhos
e na recordação de sua esposa;
ninguém há de seguir confusos trilhos
por falta dos conselhos que nos deu;
se o corpo permanece nesta lousa,
a alma, com certeza, está no Céu...
IALMAR PIO SCHNEIDER
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Soneto de Ialmar Pio - Data de nascimento de Lila Ripoll em 12.8.1905 - Imagem: retrato na Internet
Lila Ripoll
SONETO À LILA RIPOLL - In Memoriam - em 1.7.2010 - Porto Alegre - RS
Quem pode me ajudar nesta tarde sombria,
em que o sol vai partindo e a treva vem chegando,
eu que procuro ter para minha alegria
um raio de esperança ao destino nefando?
Lila Ripoll, poetisa, ela vivia amando
a cidade e seu lago e a noite que descia,
traz-me a tranquilidade e fico meditando
nos versos geniais de serena poesia...
Poemas que compôs em ritmo de ansiedade,
sentindo na tristeza o travo da saudade,
para se comover ao som do seu piano...
Quantas vezes, talvez, tocou sua ternura,
amenizando a dor da mansa desventura,
na pauta musical vinda de um desengano !...
IALMAR PIO SCHNEIDER
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Dia do Advogado - 11 de agosto - Soneto de Ialmar Pio Schneider - Aquarela de Ângela Ponsi
Aquarela para o Dia do Advogado de Ângela Ponsi
SONETO – DIA DO ADVOGADO em 11 de agosto.
Ialmar Pio Schneider
Se o ser humano cai na desventura
e perante à Justiça é indiciado,
quem o socorre nesta conjuntura,
é o seu amigo então: um advogado.
Enquanto o tempo corre e a vida dura,
para ter seu Direito assegurado,
já desde o berço até à sepultura,
tenha um causídico sempre ao seu lado.
Ninguém vive sozinho neste mundo,
pois todos temos a necessidade
de nunca prescindir dos outros seres...
Nosso conhecimento mais profundo,
iremos encontrar na real verdade
contida nos Direitos e Deveres...
Porto Alegre – RS, 11 de agosto de 2011
http://www.sonetos.com.br/sonetos.php?n=19095
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Data de nascimento do poeta Gonçalves Dias - 10 de agosto de 1823 - Imagem: retrato na Internet
Gonçalves Dias
POEMA A GOLÇALVES DIAS
Hoje, ao ler:
“Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;...(...)
não permita Deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;...(...).”
Lembrou-me a infância vivida,
ouvindo os cantos maviosos
dos sabiás, na minha vida,
vindos dos bosques formosos...
Depois:
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.”
No conselho vi
a realidade;
então aprendi
que, na verdade,
tinha que enfrentar
o mundo a esperar...
Porto Alegre, RS, 10 de agosto de 2010,
data do aniversário do poeta que nasceu
em 10 de agosto de 1823, em Caxias – MA.
IALMAR PIO SCHNEIDER
Imagem da Internet
http://www.jornalnh.com.br/site/interativo/interativo_blog,canal-5,ed-104,ct-107.htm
em 10.8.2010
http://ial123.blog.terra.com.br/
em 10.8.2010
POEMA A GOLÇALVES DIAS
Hoje, ao ler:
“Minha terra tem palmeiras,
onde canta o sabiá;...(...)
não permita Deus que eu morra,
sem que eu volte para lá;...(...).”
Lembrou-me a infância vivida,
ouvindo os cantos maviosos
dos sabiás, na minha vida,
vindos dos bosques formosos...
Depois:
“Não chores, meu filho;
Não chores, que a vida
É luta renhida:
Viver é lutar.”
No conselho vi
a realidade;
então aprendi
que, na verdade,
tinha que enfrentar
o mundo a esperar...
Porto Alegre, RS, 10 de agosto de 2010,
data do aniversário do poeta que nasceu
em 10 de agosto de 1823, em Caxias – MA.
IALMAR PIO SCHNEIDER
Imagem da Internet
http://www.jornalnh.com.br/site/interativo/interativo_blog,canal-5,ed-104,ct-107.htm
em 10.8.2010
http://ial123.blog.terra.com.br/
em 10.8.2010
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Data de falecimento do escritor Hermann Hesse - 9.8.1962 - Imagem: foto na Internet
Hermann Hesse
SONETO LOBO DA ESTEPE - em 24.6.2010 - POrto Alegre - RS
Por que adotei o nick Lobo da Estepe
para escrever poemas na Internet?
Foi Hermann Hesse com seu livro ingente,
que suscitou a fantasia ardente !
Também andei buscando pela noite
alguém que compreendesse onde me acoite,
para encontrar, enfim, felicidade
e conseguir a minha identidade.
Que mais quero, vivendo na ilusão,
se tudo me parece um mundo louco
e tenho que amargar a solidão?!
São meus sonhos de receber um pouco
de esperança que traga a redenção
para sair, então, desse sufoco !
IALMAR PIO SCHNEIDER
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Crônica de Ialmar Pio Schneider - Data de nascimento do poeta gaúcho Apparicio Silva Rillo - em 8.8.1931 - 80 anos nesta data - Imagem: foto da Internet
Apparicio Silva Rillo
PREITO DE GRATIDÃO AO POETA DA QUERÊNCIA
IALMAR PIO SCHNEIDER
Justa homenagem foi prestada ao saudoso poeta Apparício Silva Rillo, à noite de 8 de agosto, em que o mesmo estaria completando 74 anos, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado. Assisti ao espetáculo emocionante que teve o brilhantismo do grupo musical Os Angüeras, além dos cantores/compositores/músicos Mário Barbará, Luiz Carlos Borges, Renato Borghetti, Lúcio Yanel, Gilberto Monteiro, Vinicius Brum e João de Almeida Neto. O público lotava totalmente o local, presentes a Vva. Suzy de Araújo Rillo e demais familiares. Logo à entrada recebi uma Antologia Poética, do autor rememorado, organizada por Maria Thereza Veloso, Marisa Lima Trindade e Zilá Terezinha Teixeira Delavy, de onde extraí este poema maravilhoso: “VENTANIA – Me chamam Ventania/ porque estou sem estar/ e sem asas ou plumas/ me vêem a voar.// Aparto os cavalos que encilho/ da negra tropilha/ de meus temporais,/ tendo por marcos de posse/ o azul do horizonte/ e os pontos cardeais.// Na cancha-reta do fio de uma adaga/ balanço no freio/ meus fletes de lei,/ e a não ser ao amor das mulheres/ a nada me rendo/ - palavra de rei.// Ouço a voz dos que vivem plantados/ em falsas raízes, num palmo de chão./ Daqueles que à sombra dos ranchos/ cortaram-se as asas/ a troco de pão.// A eles/ aceno meu pala/ - bandeira dos livres que sei desfraldar./ E afundo meus rastros no mundo/ - eu sou Ventania/ nasci pra voar.” Pgs. 68/ 69.
Com certeza, seu espírito estava voando naquele ambiente que ele tanto amou: de música e poesia !
Lembro-me que lá pelos idos de 1960, após ler seu livro Cantigas do Tempo Velho, que tanto me emocionou, compus-lhe um soneto, não obstante as nuvens da juventude dos meus 18 anos, em Passo Fundo, como segue: SONETO – Apparício Silva Rillo, qüera/ que cantou “Cantigas do Tempo Velho”,/ Realmente xucro e natural espelho/ deste Rio Grande em remota era.// Olhas o rancho e em ti vês a tapera/ açoitada pelo sangrento relho/ do destino. Eu estou também parelho/ igual tu nesta minha sorte austera.// E vou seguindo aflito pela estrada/ gaudério, sem ninguém no meu caminho,/ curtido pela dor e desengano.// como uma espuma pelas águas levada,/ picado pelo agudo e duro espinho/ do mais rude destino, o mais insano.
Os versos acima foram inspirados, principalmente no poema Tapera, do poeta, e que finda assim: “...Olhei pro rancho... e pra mim:/ - as bombachas crivadas de remendos/ à feição de uma colcha de retalhos./ O velho poncho com rasgões e talhos,/ as botas quase sem sola./ O matungo estropiado, magro e velho,/ já nem podendo com a cola.// A mágoa que então me deu !/ - O rancho fora o mais rijo,/ e a tapera... era eu !”
Mais tarde lendo outros versos do saudoso escritor, em minha poesia Verso Gaúcho, eu lhe comporia a seguinte estrofe: Apparicio Silva Rillo/ grande cantor da querência,/ compondo com muita ciência/ a poesia da tradição,/ quando no tosco “Galpão”/ coberto de santa-fé/ se transforma no pajé/ que reúne a peonada,/ e a própria madrugada/ o encontra ainda de pé.
E encerrando a poesia citada, dizia: Ao fechar esta porteira/ dou de rédeas ao Gateado/ e recordando o passado/ também lembro do presente;/ ao futuro, indiferente,/ eu me largo campo afora./ Se a sorte não for caipora,/ na encruzilhada da vida,/ quero ter por despedida,/ um verso xucro que chora.
Desnecessário discorrer da importância da obra do escritor homenageado que tendo nascido em Porto Alegre, passou a infância em Guaíba e se radicou definitivamente em São Borja, onde permaneceu compondo seus versos, causos e letras musicais, que tanto enriqueceram nossa terra – querência e nação. Há de permanecer sempre por aqui onde exista alguém declamando poesias gauchescas de Cantigas do Tempo Velho ou as telúricas e românticas dos outros livros. Justa homenagem...
Poeta e cronista colaborador
Publicado em 31 de agosto de 2005 – no Diário de Canoas – RS.
http://ial123.blog.terra.com.br/
em 05.07.2010
PREITO DE GRATIDÃO AO POETA DA QUERÊNCIA
IALMAR PIO SCHNEIDER
Justa homenagem foi prestada ao saudoso poeta Apparício Silva Rillo, à noite de 8 de agosto, em que o mesmo estaria completando 74 anos, no Auditório Dante Barone da Assembléia Legislativa do Estado. Assisti ao espetáculo emocionante que teve o brilhantismo do grupo musical Os Angüeras, além dos cantores/compositores/músicos Mário Barbará, Luiz Carlos Borges, Renato Borghetti, Lúcio Yanel, Gilberto Monteiro, Vinicius Brum e João de Almeida Neto. O público lotava totalmente o local, presentes a Vva. Suzy de Araújo Rillo e demais familiares. Logo à entrada recebi uma Antologia Poética, do autor rememorado, organizada por Maria Thereza Veloso, Marisa Lima Trindade e Zilá Terezinha Teixeira Delavy, de onde extraí este poema maravilhoso: “VENTANIA – Me chamam Ventania/ porque estou sem estar/ e sem asas ou plumas/ me vêem a voar.// Aparto os cavalos que encilho/ da negra tropilha/ de meus temporais,/ tendo por marcos de posse/ o azul do horizonte/ e os pontos cardeais.// Na cancha-reta do fio de uma adaga/ balanço no freio/ meus fletes de lei,/ e a não ser ao amor das mulheres/ a nada me rendo/ - palavra de rei.// Ouço a voz dos que vivem plantados/ em falsas raízes, num palmo de chão./ Daqueles que à sombra dos ranchos/ cortaram-se as asas/ a troco de pão.// A eles/ aceno meu pala/ - bandeira dos livres que sei desfraldar./ E afundo meus rastros no mundo/ - eu sou Ventania/ nasci pra voar.” Pgs. 68/ 69.
Com certeza, seu espírito estava voando naquele ambiente que ele tanto amou: de música e poesia !
Lembro-me que lá pelos idos de 1960, após ler seu livro Cantigas do Tempo Velho, que tanto me emocionou, compus-lhe um soneto, não obstante as nuvens da juventude dos meus 18 anos, em Passo Fundo, como segue: SONETO – Apparício Silva Rillo, qüera/ que cantou “Cantigas do Tempo Velho”,/ Realmente xucro e natural espelho/ deste Rio Grande em remota era.// Olhas o rancho e em ti vês a tapera/ açoitada pelo sangrento relho/ do destino. Eu estou também parelho/ igual tu nesta minha sorte austera.// E vou seguindo aflito pela estrada/ gaudério, sem ninguém no meu caminho,/ curtido pela dor e desengano.// como uma espuma pelas águas levada,/ picado pelo agudo e duro espinho/ do mais rude destino, o mais insano.
Os versos acima foram inspirados, principalmente no poema Tapera, do poeta, e que finda assim: “...Olhei pro rancho... e pra mim:/ - as bombachas crivadas de remendos/ à feição de uma colcha de retalhos./ O velho poncho com rasgões e talhos,/ as botas quase sem sola./ O matungo estropiado, magro e velho,/ já nem podendo com a cola.// A mágoa que então me deu !/ - O rancho fora o mais rijo,/ e a tapera... era eu !”
Mais tarde lendo outros versos do saudoso escritor, em minha poesia Verso Gaúcho, eu lhe comporia a seguinte estrofe: Apparicio Silva Rillo/ grande cantor da querência,/ compondo com muita ciência/ a poesia da tradição,/ quando no tosco “Galpão”/ coberto de santa-fé/ se transforma no pajé/ que reúne a peonada,/ e a própria madrugada/ o encontra ainda de pé.
E encerrando a poesia citada, dizia: Ao fechar esta porteira/ dou de rédeas ao Gateado/ e recordando o passado/ também lembro do presente;/ ao futuro, indiferente,/ eu me largo campo afora./ Se a sorte não for caipora,/ na encruzilhada da vida,/ quero ter por despedida,/ um verso xucro que chora.
Desnecessário discorrer da importância da obra do escritor homenageado que tendo nascido em Porto Alegre, passou a infância em Guaíba e se radicou definitivamente em São Borja, onde permaneceu compondo seus versos, causos e letras musicais, que tanto enriqueceram nossa terra – querência e nação. Há de permanecer sempre por aqui onde exista alguém declamando poesias gauchescas de Cantigas do Tempo Velho ou as telúricas e românticas dos outros livros. Justa homenagem...
Poeta e cronista colaborador
Publicado em 31 de agosto de 2005 – no Diário de Canoas – RS.
http://ial123.blog.terra.com.br/
em 05.07.2010
TROVAS PREMIADAS de IALMAR PIO SCHNEIDER - conforme abaixo descrito - Imagem: trobadours na Internet
Ialmar Pio Schneider com o Troféu da trova premiada e o André Vieira, seu genro.
Ialmar Pio Schneider, com as amigas trovadoras da Diretoria da UBT de Caxias do Sul RS em 7.8.2011
***
Troubadours
IV CONCURSO ESTADUAL DE TROVAS 2011
UBT Seção Caxias do Sul – RS
MENÇÃO ESPECIAL
IALMAR PIO SCHNEIDER
TROVA – TEMA: geada (humorística)
Quem disse que a geada esfria
uma relação qualquer?
Eu faço amor todo dia,
mas não co´a mesma mulher !
CONCURSO RELÂMPAGO
UBT Seção Caxias do Sul – RS
Em 7 de agosto de 2011
TROVA VENCEDORA
de IALMAR PIO SCHNEIDER
Tema: FANTASIA (S)
Quando jovem, meu intento
era conquistar gurias,
hoje, no envelhecimento,
tenho apenas fantasias...
***
Obs.: Fui agraciado com os prêmios acima descritos,
em 7 de agosto de 2011, em Caxias do Sul – RS,
pela UBT daquela cidade.
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